ventos.
setembro 9, 2008
eu me sinto sozinha.
mas não é algo atual. vem desde os primórdios de minha respiração. para não me sentir rejeitada, preferi ser solitária. mas às vezes a solidão escancara a porta e gargalha na minha cara, fazendo-me encolher trêmula num canto.
tinha tantos medos! mais medos que sonhos. e para cada tarde de ócio, criava mundos diferentes, com meninas que montavam cavalos selvagens, exploravam ilhas perdidas ou viajavam pelo Universo, explorando galáxias desconhecidas.
hoje, não mudei muito. e às vezes fico com esse estranho vazio no peito, que às vezes sulca fundo. nessas horas, amo ainda mais o vento: porque pode vagar livre por todos os cantos, livre de correias e compromissos e calendários e estações.
quem me dera poder vagar junto dele, através dele, das chuvas sem fim e do suave sol de um amanhecer qualquer.
Ah, querida! E quem de nós não se sente sozinha?
Nós – as destinadas a pensar demais??
…